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domingo, 18 de julho de 2010

A noite do fim

Naquela noite, não haviam estrelas
No céu, nem havia luar
O vento não soprava como de costume
As velhas canções noturnas se faziam ausentes
Apenas a solidão envolvia
As mãos frias e magras
E o silêncio acompanhava
Os passos trôpegos daquela alma
Naquela noite, já não havia brisa
Nem cores no céu haviam
Só a lembrança típica do adeus
E a certeza constante do vago
Não havia futuro
Nem restava esperança
E no fim daquela estranha e escura noite...
Acabou,
Já não havia vida
Já não havia alma.