Visitante Nº

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu Quarto (Rascunho do dia)

Bom, depois de quase meio século sem postar, volto com minha melancolia rotineira. Nada de poemas apaixonados ok?!


No quarto escuro onde vivo, tenho a visão do mundo apenas por uma janela. Daqui, vejo as pessoas seguirem, o mundo evoluir, as idéias se proliferarem, assim como as pragas, os males, as tristezas. A tudo vejo, sempre contemplativo, mas uma parede forte me separa de tudo isso. E a pior de todas as coisas, eu apenas vejo, mas eles a mim, nunca vêem. Passam o tempo todo diante de meus olhos e nem sabem que eu os observo, que vejo seu sorriso e invejo, assim como vejo também suas lágrimas e lamento.
Meu castigo é o confinamento neste quarto, podendo ver a luz, sem jamais poder alcançá-la. E jamais ser visto, não ter quem por mim chore. Viver e morrer neste quarto.


Obs: Amanhã posto algo mais elaborado. Beijos cálidos

domingo, 29 de agosto de 2010

Para um amor inexistente

Isso não deveria estar sendo postado aqui, mas enfim, deu vontade, postei.

Todos os meus sentidos
Chamam você
Transpiro seu cheiro
Respiro o ar que te rodeia
Piso com seus pés
Estou vivendo você
Essa noite é a mais especial
Pois o céu ergueu um palco
Onde a estrela mais brilhante é você
E todas as outras se rendem
Porque são meus olhos brilhando ao te ver
O cheiro que invade toda a atmosfera
É o perfume do meu amor
Derramando minha alma
Que te deseja mais que tudo
O que bate em meu peito
É o seu coração
Estou vivendo você
E essa noite será eterna
Nos seus braços eu adormeço
Sonho com teu amor
E tudo viverá, para sempre.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ocultar as Intenções

Uma das leis do poder, é ocultar suas intenções enquanto está pretendendo algo. No jogo da conquista e sedução, isto é imprescindível. Vamos lá.
Quando as pessoas não sabem o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Levá-los pelo caminho errado, envolvê-las em bastante fumaça, usar de pistas falsas e até sinais ambíguos, é o que fará toda a diferença durante o jogo.
Pense que aquela pessoa que você quer conquistar é uma cidadela forte e, para derrubá-la, você precisará agir com a astúcia de um general de guerra. Precisará de estratégias.
Aborde o outro com uma certa indiferença. Haja com ele dando a entender que ele é um amigo, jamais amante, para despistar as intenções. Quando ele já estiver confuso sobre suas intenções, cause ciúmes.
Veja bem, como mulher e curiosa que sou, posso dizer que uma mulher que está interessada em um homem, quer ver que as outras mulheres têm o mesmo interesse. Isso confere, automaticamente, ao homem um certo "valor". Sem contar, que a mulher interessada alimenta uma certa satisfação em arrancá-lo das outras. Como um triunfo pessoal e, ao mesmo tempo, público.
Jamais esqueça que "confusão emocional", é o pré-requisito para a sedução. Se ele não pode prever seus movimentos, não poderá seguir seus passos, muito menos compreender o que quer realmente.
Homem e mulher são muito diferentes, isso é óbvio, mas quando se trata de sedução, sentem a mesma coisa. Lá no fundo, quase sempre percebem que estão sendo seduzidos e gostam da sensação de estarem sendo levados. É sempre um prazer se entregar nas mãos de quem o leve pra passear por terras estranhas.
Não podemos anunciar diretamente nossa intenção nas palavras. Para se entregar à sua orientação, o outro deve estar adequadamente confuso. Afinal, quando não se sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Fingir interesse em outro homem ou mulher, no caso a isca, depois mostrar interesse no alvo, aí fingir indiferença, fazendo isso repetidas vezes. Esse comportamento, além de confundir excita.
Espere que a presa esteja totalmente vulnerável a você, para assim atacar. Mas não se precipite. Jogue lentamente até a hora do checkmate. Entregar a intenção antes do tempo, irá jogar um banho de água fria na sedução e estará posto tudo à perder. As pessoas gostam e querem ser seduzidas, principalmente através de jogos. Às vezes, qualquer emoção é melhor que a monotonia da segurança.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pensamento III

Não aceito que me tachem como errada, como avessa ou rebelde.
Sou rebelde porquê não quero seguir uma religião que limite e defina meus atos?
Sou rebelde porquê não acredito nessa coisa de achar o homem certo e casar?
Sou rebelde porquê decidi me embebedar quando tava numa pior?
Ou será que é pelo fato de gostar de garotos e garotas?
Eu sou mesmo rebelde porquê decidi fazer minhas próprias escolhas e descobertas como ser humano?
Essa é uma culpa que me recuso a carregar, definitivamente não quero.
Não existe verdade absoluta, tudo é relativo. A verdade de cada um nasce a partir daquilo que este quer para si, a partir da forma de vida que decide levar. Não tendo que ser estigmatizado como deturpador do que parece correto.
O homem que tem seus desejos e sentimentos reprimidos, torna-se prisioneiro do mundo, torna-se infeliz. Como diz uma música: Paz sem voz, não é paz é medo.
Balsfêmia é querermos, a todo custo, enfiar guela à baixo nossa infame e irreal verdade ao outro, que certamente crê naquilo que lhe convém.
Se você está no meio de seu rio de crenças e acha que os que pensam e crêem diferente disso, se encontram em sua margem, saiba que o seu rio pode ser a margem daquele que está a sua margem. Tudo é relativo e toda escolha, vem do direito que cada alma, por ser única, se dá para que exista vida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi."
(Mário de Andrade)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dizia a um amigo, dia atrás...

que a paixão é como uma droga
e que hoje ele ainda sofre pq os resquícios dessa droga letal continuam correndo em suas veias.
Mas que em breve o sangue vai estar limpo outra vez, esperando ser injetado por uma droga mais forte que a anterior.
Esse é o ciclo.

domingo, 25 de julho de 2010

Pensamento II

Tenho pensado por estes dias: O que é interessante, de fato, nesta vida? Por todos os lados que observo, não encontro nada que me faça brilhar os olhos.
O mundo está tão desgastado e desinteressante, que tudo me dá a certeza de viver em um espaço irreal. Acho que tudo, na verdade, é apenas nada. Aqui as pessoas são medíocres, se deleitam da infelicidade, da humilhação e da maldade alheias. Cultuam, com ardente paixão, os sentimentos de individualismo e egoísmo. Matam os seus e, consequentemente, a si matam também.
Nesse lugar, os sábios são ridicularizados pelos donos da "razão". Agora, o conhecimento é superior ao sentimento e as leis estabelecidas para alcançar a felicidade, superiores à própria felicidade.
Me sinto perdida no meio da confusão de ferozes verdades. Parece não haver caminho ou saída alguma, a não ser tornar-se invisível a eles. As minhas crenças estão sepultadas para todos e eles me tem por louca.

domingo, 18 de julho de 2010

A noite do fim

Naquela noite, não haviam estrelas
No céu, nem havia luar
O vento não soprava como de costume
As velhas canções noturnas se faziam ausentes
Apenas a solidão envolvia
As mãos frias e magras
E o silêncio acompanhava
Os passos trôpegos daquela alma
Naquela noite, já não havia brisa
Nem cores no céu haviam
Só a lembrança típica do adeus
E a certeza constante do vago
Não havia futuro
Nem restava esperança
E no fim daquela estranha e escura noite...
Acabou,
Já não havia vida
Já não havia alma.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Apenas um espectro, numa dimensão desconhecida, é o que sou.
Corrupto pelo ódio e arraigado na dor eterna.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Do encontro à realidade

Não sei dizer como cheguei
Até aqui
Nem me lembro dos primeiros
Passos que dei
Isso tudo foi como
Um sonambulismo agudo
Quando acordei
Só pude ver os rastros
Da tragédia
É como uma febre interminável
E uma dor incessante
Aguçadas por um medo
Que percorre cada milímetro
Do meu corpo.
Até meu espírito estremece
Por esse desespero
Ao redor não vejo
Nenhuma mão que se estende
A mim, nem mesmo por pena.
Realmente,
Não sei dizer como cheguei
Até aqui
Mas sei que meu fim
Se aproxima lento
Para que eu possa provar da dor
Por mais tempo.
Queria correr e gritar
Meu sofrimento ao mundo
Mas preciso me esconder
Em palavras.
Correr ao meu velho caderno
Durante a noite
Escrever em sangue o que tenho vivido.
Não consigo mais suportar a vida
Nem essa, nem qualquer outra
Me acostumei com a solidão
Desse lugar.
Tão escuro, tão frio e vazio
Que adormece agora.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Esta é a sensação de percorrer o infinito
De seguir o inalcansável
De buscar o que não se pode ver
Nem ouvir, nem sentir...
Aquilo que apenas existe em meu pensar
Que se faz ímpar em meu coração
O que me faz um louco sonhador
De um insaciável querer
Abstrato na escuridão
Do nada...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Por que hoje o dia
Parece tão escuro
E o céu de uma cor tão cinza?
Da minha janela
Posso ver as folhas no chão
E o outono da minha vida chegando
Sempre que sinto um frio
É como se não existisse mais nada
Ou alguém
É tudo tão triste
Que sinto vontade de chorar.
Tudo está passando
E eu estou indo embora
Não faço questão de ficar, não hoje
Em alguma primavera fui feliz
E nada é pra sempre, tudo sempre vai.
Olhando meu espelho
Me sinto um ser desconhecido
Pálido, fraco e sozinho
E o ar que envolve minhas narinas
É tão sensual
Meus sentidos todos perdidos agora
Só me resta essa cor de cinzas
E a minha própria imagem,
Perdida.